A agenda de shows
Notas Iniciais:
Primeiro capítulo, da minha primeira fic de 1D, to meio insegura hsha'
Ah, os minos da 1D não aparecem nesse capítulo ainda!
Espero que goste ;)
Primeiro capítulo, da minha primeira fic de 1D, to meio insegura hsha'
Ah, os minos da 1D não aparecem nesse capítulo ainda!
Espero que goste ;)
Eu ( https://fbcdn-sphotos-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/294921_459711204042601_1403899489_n.jpg ) era uma garota como qualquer outra, apenas um Directioner em meu quarto. Foi no dia 3 de agosto de 2012, o dia estava nublado e chovia muito; eu me encontrava deitada em minha cama totalmente coberta, com o netbook no colo, uma caixa de chocolates ao meu lado e meu UAN no último volume, no meu pequeno som que se encontrava na minha cômoda. Esperava pela divulgação da agenda de shows da turnê Mundial da One Direction. Eu tinha a esperança de que o Brasil estivesse incluído nessa agenda. Eu tinha esperanças de poder um dia ficar colada naquela grade, ouvir a voz dos meninos ao vivo, olhar para os rostinhos deles, respirar o mesmo ar que eles, talvez até ter a sorte de tocar na mão de um deles, ou ganhar um palheta, uma toalha molhada de suor, ou quem sabe ter meu celular na mão de um deles enquanto filmam a si próprios. Eu tinha a esperança de poder pagar um Meet & Greet, abraçá-los e dizer o quanto eu os amo, eu pensava; até que “acordei” daquele sonho, na minha opinião o pior dos sonhos, o sonho de olhos abertos; o que me tirou daquele pensamento foram algumas gotas da chuva que aparentemente havia apertado, me virei um pouco e fechei a janela. Quando voltei ao meu lugar, havia uma “aba” em minha TL do twitter que dizia “1 tweet novo”, até que me dei conta e vi que estava na hora da divulgação. Só poderia ser esse o tweet, simplesmente eu comecei a tremer, com medo do que poderia ter naquele post. Atualizei a página, e o seguinte tweet surgiu (tweet traduzido):
“@onedirection
Agenda de shows da turnê Mundial da One Direction [...]”
E logo em seguida vinha um link, mais uma vez tive que tomar coragem para abrir o link. A agenda se encontrava em ordem alfabética pelos nomes dos países fui direto até o B e lá estava, logo abaixo da Bolívia, eu não podia acreditar que aquilo era verdade. Eu iria ter a chance de realizar meu sonho. Eu tentava ver a data da vinda, mas não consegui, uma lagrima que contagiou muitas outras desceu pelo meu rosto e tornou minha visão embaçada. Logo que as lágrimas cessaram (não todas obviamente) eu consegui ver a data, seria dali a oito meses, o show aconteceria no dia 20 de março, na HSBC Arena, aqui no Rio; nos outros poucos estados daqui que eles viriam seria em lugares que os nomes não me eram familiares. O preço da Pista Premium estava em R$ 350,00 e não haveria Meet, infelizmente, mas isso pouco importava, eles viriam ao Brasil, eles viriam ao Rio!
Depois de algum tempo me dei conta de que minhas lágrimas haviam parado por completo, a única vontade que tinha era de gritar de felicidade, comemorar. Mas não tinha ninguém em casa. Peguei meu celular e liguei para Paolla (http://a2.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/205321_327745133980494_794906272_n.jpg), um número já conhecido por mim de cabeça, mas naquele momento havia tantas coisas em minha mente que não cosegui me lembrar. Fui até a agenda do celular e procurei por “Lolla”, quando o número apareceu apertei o botão verde e esperei ela atender.
— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! — Paolla me atendeu gritando no telefone. É, ela já devia ter visto a agenda!
— VOCÊ VIU? VOCÊ VIU? AAAAAAAAAAAAHHHHHHH — Eu disse gritando também, não consegui me conter!
— AHÃM, AHÃM, AHÃM! A GENTE VAI, A GENTE VAI, A GENTE VAI! NÉ?
— CLARO! CLARO! CLARO! E... Por que a gente ta repetindo tudo?
— EU NÃO SEI, EU NÃO SEI!
— Chega Lolla! — Eu disse tentando me manter séria, mas não consegui obviamente.
Conversamos por horas, pensando em maneiras de como arranjar dinheiro, como iria ser no dia, nos imaginamos até ficando com os meninos. Era bom conversar com a Paolla, apesar dos quatro anos a mais, muitas vezes ela parecia ter a minha idade (16).
Naquela noite fui dormir muito feliz, tão feliz que eu não “fui dormir” e sim apenas deitar, porque por muitas horas fiquei apenas deitada de olho aberto me imaginando no show. Aquele seria o melhor dia da minha vida. Mas ainda tinha muito o quê acontecer até lá.
O dia seguinte foi um sábado, eu Paolla e Pedro (http://data.whicdn.com/images/23825762/Cameron-Leahy-the-downtown-fiction-22628184-500-375_large.jpg ) — meu namorado — fomos para uma “boate”. De lá só saímos às cinco da manhã. Dançamos, bebemos. LOLLA PEGOU TRÊS!! De lá Pedro foi para casa e eu e Paolla fomos para a casa dela.
Antes de dormir nós conversamos um pouco sobre o show dos minos e sobre como arranjar dinheiro para irmos e decidimos que no dia seguinte mesmo iríamos procurar emprego.
Acordamos ás oito horas da manhã — muito cedo para um domingo —, para ir procurar emprego. Afinal tínhamos apenas oito meses para juntar dinheiro. Fomos em muitos lugares e em todos a resposta era a mesma; “Não!”. Por que quem vai querer contratar duas meninas jovens e inexperientes em praticamente tudo? Nossa última opção foi uma casa de festas infantil. E adivinha? Sim, só lá que nos contrataram! Nos deram uma camisa colorida, com uma frase tosca escrita atrás, a qual eu não me interessei em ler. Nós ganharíamos R$ 50,00 por festa. Quem vai se interessar em frase?
— Bom meninas, hoje terá uma festa. Se quiserem já podem começar! — Falou a dona da casa, abrindo um largo sorriso.
— Claro! — Nós dissemos em couro.
— Você...? — Disse ela apontando para Lolla.
— Paolla! — Respondeu.
— Paolla, você fica sentadinha aqui e é só pedir para que as crianças tirem os sapatos antes de entrar no brinquedo!
— E você Rosane...
— É Rosana, mas pode me chamar de Rooh! — Eu corrigi-a, sorrindo.
— É... — Disse ela me olhando de cima a baixo. — Rosane! Você vai ficar aqui, e "maquiar" as meninas. — Ela fez sinal de aspas com a mão, ao mencionar a palavra "maquiar".
— Como assim “maquiar”!? — Eu perguntei com cara de confusa e repetindo seu gesto ao som da palavra "maquiar".
— É que hoje o tema da festa é "Princesas", e a mãe da aniversariante pediu para que "maquiássemos" e colocássemos coroa nas meninas. Entendeu?
— Atha! — Eu disse com uma cara de lesada.
A festa passou. Até que não foi das piores. Teve partes engraçadas tipo quando a Lolla ficou olhando para as unhas e deixou uma menina entrar de sapatos e teve que ficar gritando para que ela voltasse. Ou quando veio uma pirralha de oito anos falando que era gótica e queria uma maquiagem preta. Teve até um menino que queria que eu o maquiasse. Lembrou-me meus cinco gays.
E nosso ano passou assim, de sexta a domingo de cinco às dez aturando crianças chatas, por R$ 50,00 a festa. Mas valeu a pena, quando chegou em janeiro de 2013 já tínhamos mais ou menos R$ 900,00 cada; e não havia previsão para largar o emprego tão cedo. E nós já havíamos pensado em nossos planos para "Invasão do Camarim"!
O que será que elas vão vão aprontar, nessa tal "Invasão do Camarim"!? ahuhsua'
Deixem comentários, se ficou bom, se ficou ruim!
2Bjs ;*
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